Fauna e Flora

Atualizado: Mai 31



Nota do Editor


Este e-book mostra um pouco das riquezas naturais que formam a nossa bela Salinópolis.


Ter a compreensão de como os seres vivos sobrevivem e perpetuam sua espécie, é fundamental para a harmonia em um planeta preservado e próspero.


Veja o que nós do Solar estamos fazendo para contribuir por um planeta mais sustentável: Passeios eco turísticos, geração da própria energia 100% solar, tratamento e reaproveitamento da água do esgoto através de E.T.E. (Estação de Tratamento de Esgoto) e transformação do lixo orgânico em gás utilizado na cozinha.


Espero que você goste desse conteúdo e ame ainda mais a natureza.



Sumário



  1. Rio Arapepó

  2. Mangue Vermelho

  3. Mangue Siriúba

  4. Mangue Branco

  5. Mangue Botão

  6. Biguá

  7. Pica-Pau

  8. Falcão Peregrino

  9. Maçarico

  10. Colhereira

  11. Martin Pescador

  12. Garça-branca-grande

  13. Garcinha

  14. Garça tricolor

  15. Garça-azul

  16. Saracura do Mangue

  17. Gavião Carcará do Norte

  18. Gaivota Talha-mar

  19. Guará

  20. Maguari

  21. Arraia

  22. Baiacu

  23. Bagre

  24. Tralhoto

  25. Sardinha

  26. Siri

  27. Caranguejo - Açu

  28. Aratu

  29. Aratu-vermelho

  30. Chama Maré

  31. Caranguejo Eremita

  32. Sapequara

  33. Sarnambi

  34. Ostra

  35. Craca

  36. Iguana

  37. Guaxinim

  38. Lama Sulfurosa


Rio Arapepó



Começa em frente a cidade, entre a praia do Maçarico e a para Ponta do Espadarte, passando por debaixo da ponte do Atalaia e findando na vila de Cuiarana.

Sua água salgada pelo Oceano Atlântico e sofre influência do Rio Pará nos meses de março a maio, chegando a ficar adocicada.


O nome Arapepó, dado pelos índios Tupinambás, significa coroa. Com a influência da maré baixa, formam-se várias coroas de areia em toda a sua extensão.


Esse rio é o possibilitador da grande diversidade da fauna e flora de Salinópolis, que garante o sustento de muitas famílias que vivem do turismo e da pesca.



Mangue Vermelho



O nome da árvore é assim dado pois, quando sua casca é raspada, apresenta uma coloração avermelhada típica da espécie.


Os índios utilizavam essa tinta para se pintarem em dias festivos e de guerra.


Mangue Siriúba



Por ter seu tronco grande e oco, os índios a utilizavam para confeccionar um instrumento musical chamado curimbó.


O Curimbó é utilizado para ritmar o contagiante ritmo paraense, conhecido como Carimbó.



Mangue Branco



Habita principalmente o interior dos manguezais, locais mais afastados da costa.


Suas flores são esbranquiçadas com diferentes tons de verde.


Sua madeira é um tanto esverdeada, além do marrom escuro, é bastante resistente e suporta diferentes condições.


Mangue de Botão



Nativo do Brasil, que cresce, especificamente, em dunas litorâneas, principalmente, em áreas de manguezais.


Os frutos dessa planta flutuam na água, quando ela está em ambientes de manguezais. Isso acaba sendo uma grande vantagem para que as sementes possam se dispersar com mais facilidade.



Biguá



Ave aquática, mergulha em busca de peixes e permanece um bom tempo debaixo d'água, indo aparecer de novo bem lá na frente, mostrando apenas o pescoço para fora d'água. Para facilitar seus mergulhos, suas penas ficam completamente encharcadas, eliminando o ar que fica entre elas.


Quase sempre visto em grandes bandos voando próximo d'água, em formação em “V”.

Aparecem em grandes bandos em Salinas nos meses de março a maio.



Pica-Pau



De tamanho pequeno a médio, com penas coloridas e, na maioria dos machos, com uma crista vermelha.


Os ninhos são escavados em troncos de árvores o mais alto possível para proteção contra predadores.


De 4 a 5 ovos, são chocados pela fêmea e também pelo macho durante 20 dias.

Alimentam-se principalmente de larvas de insetos que estão dentro dos troncos de árvores, alargando a cavidade onde se encontram as larvas com seu poderoso bico e introduzindo sua língua longa e umedecida.



Falcão Peregrino



Ave de rapina diurna de médio porte.


A espécie prefere habitats em zonas montanhosas ou costeiras.


Atualmente a ave é considerada o animal mais veloz do mundo, podendo atingir cerca de 320 km/h ou mais.


A maior esperança de vida conhecida de um falcão peregrino em cativeiro é de 25 anos.



Maçarico



Ocorre no nordeste do Canadá nas regiões de Quebec e Labrador. No inverno migra para a região costeira do Oceano Atlântico, dos Estados Unidos da América até o Brasil, normalmente encontrado em manguezais e praias lamosas.


Eles enfiam seus longos bicos profundamente na areia ou na lama em um processo de bombeamento, de uma forma que esta ação tem sido freqüentemente comparada ao funcionamento de uma máquina de costura.


Sua dieta é composta por moluscos, vermes marinhos, insetos e outros alimentos oportunistas como ovos de caranguejo-ferradura. No Ártico, insetos, aranhas e outros invertebrados relacionados tornam-se sua fonte de alimento predominante.



Colhereiro



Peneira a água, sacudindo e mergulhando o bico à procura de alimento, dentre eles peixes, pequenos anfíbios, insetos, camarões, moluscos e crustáceos.


A presença de algumas substâncias nestes itens alimentares, chamadas carotenóides, dão uma coloração rosada ao colhereiro, que se torna mais intensa na época reprodutiva.


Têm uma parada nupcial elaborada, que inclui batimentos de bico e ofertas mútuas de galhinhos.



Martin Pescador



É uma espécie natural da região do México até a chamada Terra do Fogo, no extremo sul da América.


Tais aves chegam a medir até 42 centímetros de comprimento, possuindo a cabeça e dorso cinza-azulados, nuca e garganta brancas, partes inferiores castanhas.



Garça-branca-grande



Alimenta-se principalmente de peixes, mas já foi vista comendo quase tudo o que possa caber em seu bico.


É muito inteligente e pode usar pedaços de pão como isca para atrair os peixes dos quais se alimenta.


Na época da reprodução os indivíduos de ambos os sexos apresentam longas penas no dorso chamadas egretas. Estas egretas foram por muito tempo moda como adorno de chapéus e roupas na Europa e a demanda pelas penas levou centenas de milhares de garças à morte justamente em seu período reprodutivo.



Garcinha



Mede de 51 a 61 centímetros de comprimento.


A plumagem é rica em pó, o qual é produzido por plumas de pó concentradas no peito e nos lados do corpo.


Alimenta-se de peixes de forma bastante ativa. Aprecia também insetos, larvas, caranguejos, anfíbios e pequenos répteis.


O casal constrói uma plataforma de galhos secos sobre uma árvore, geralmente próxima à água, os ovos são incubados pelo casal durante 25 a 26 dias e, quando nascem os filhotes, que são nidícolas, os pais fornecem-lhes alimento regurgitado.


Garça-tricolor



Ocorre do Nordeste da Venezuela na região de Monagas e nas Guianas até o Sul do Peru e Nordeste da Amazônia brasileira, da Ilha de Marajó até o estado do Piauí; também ocorre na Ilha de Trinidad no Caribe;

Seus ninhos são plataformas construídas de gravetos em manguezais, no chão, arbustos ou árvores baixas. onde são postos de 2 a 4 ovos.

Habita manguezais, zonas costeiras, estuários e, eventualmente, águas interiores, não distantes da costa. Vive solitária.


Garça-azul



Chega a medir até 52 cm de comprimento.


Quando adulta apresenta uma plumagem cinzento-azulada (azul-ardósia).


Alimenta-se de pequenos invertebrados e peixes.


Vive sozinha ou em grupos espaçados de 2 ou 3.


Seus ninhos são plataformas construídas de gravetos, geralmente em manguezais, localizados de 1 a 3 m acima da linha d'água.


Põe de 2 a 5 ovos azuis.


Presente em todo o litoral brasileiro, Pantanal e Bacia Amazônica. Encontrada também desde o sul dos Estados Unidos e América Central até a Colômbia, Peru, Chile e Uruguai.



Saracura do Mangue



Bastante ágil, vasculha muitas tocas em pouco tempo com a cabeça baixa, permitindo uma boa aproximação para registros sem que o observador seja notado.


Ocorre nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe.


É conhecida por habitar os manguezais costeiros e as florestas da vizinhança, e um dos seus nomes brasileiros é “saracura-da-praia”.


Com a redução dos manguezais em toda a faixa litorânea, a saracura tem resistido mesmo em faixas muito pequenas de mangue, desde que encontre alimento.


Já registrada em uma faixas de menos de 100 metros de extensão e pouca vegetação.



Carcará do Norte



Por mais que seja uma ave rapineira, a mesma não usa seus principais aspectos para a caça, como suas poderosas garras e seus olhos de incrível alcance.


É uma ave que se distingue pelos hábitos alimentares e pelo fato de ser altamente oportunista, isto é, além de comer várias coisas que outras aves rapineiras não comem, como restos de animais podres e outras aves de porte menor, o gavião Carcará do Norte se aproveita de várias ocasiões para comer a caça de outros animais.


Mas, como o carcará é uma ave pequena, esta não consegue, por exemplo, destroçar uma carniça, deixando esse trabalho para os abutres.


É possível encontrar essa variedade de ave de rapina desde o Brasil até a Austrália.



Gaivota Talha-mar



Mede cerca de 50 centímetros de comprimento e pesa entre 232 e 374 gramas. Vive cerca de 20 anos.


Pesca geralmente durante o crepúsculo e à noite, voando rente à água e com a parte inferior do bico mergulhada, como se estivesse arando, numa velocidade de cerca de 36 km/h.


Captura peixes e camarões próximos à superfície, sem jamais mergulhar a cabeça.


Habita praias de grandes rios e lagos, estuários e praias ao longo da costa.


Vive em grupos maiores apenas durante o período reprodutivo, e aos pares ou em pequenos grupos, fora deste.


Frequentemente é visto descansando nas praias em meio a outras espécies.



Guará



É uma ave do litoral da América do Sul.


Mede cerca de cinquenta a sessenta centímetros, a plumagem é de um colorido vermelho muito forte, por causa de sua alimentação à base de um caranguejo (chama maré) que possui uma grande quantidade de betacaroteno.


A reprodução é feita em colônias. Os ninhos são feitos no alto das árvores de mangue. Os filhotes nascem de cor escura e peito branco, tornando-se completamente vermelhos após um ano e meio de vida.


Expectativa de Vida: Aproximadamente de 15 a 20 anos.


Aparece em grandes bandos em Salinas entre os meses de agosto a janeiro.



Maguari



Mede até 1,4 m de altura com uma envergadura de mais de 2 m, pesando até 4,5 kg.


Captura essencialmente invertebrados aquáticos, crustáceos, anfíbios, cobras aquáticas e peixes.


A maguari é uma das espécies de cegonha mais difíceis de serem avistadas em ambiente natural, pois enquanto outras cegonhas permanecem em brejos com pouca vegetação, este permanece em campos úmidos e campos alagados, em geral ambientes úmidos de vegetação densa.


Encontrado em grande parte da América do Sul, sendo comum nos estados brasileiros do Rio Grande do Sul e restrita na Amazônia e no Nordeste do Brasil.



Japu



Um dos espetáculos mais belos das florestas sul americanas é a visão de uma árvore altaneira ocupada por colônia de japús.


Os ninhos, longas bolsas pendentes de às vezes 1 metro de comprimento, ficam balouçantes ao sabor do vento.


Produzem muito barulho na mata, com sua vocalização e cerimonial singular: a ave se inclina para a frente em um movimento gracioso que termina com a vocalização.


Também emite um chamado áspero para a reunião do grupo.


O grupo vasculha as copas da mata em busca de alimento, produzindo tanto estrago quanto um bando de macacos!



Arraia Cow Nose



Com a incidência de mais de um tipo de arraia, vale destacar o comportamento uma que é muito curioso, arraia cow nose.


Quando a maré enche, costuma saltar bem alto para fora d'água, dando um espetáculo nada programado aos turistas que estão contemplando o mar bem em frente ao nosso trapiche.


De tamanho impressionante, rasga as redes de pescadores que cruzam seu caminho.



Baiacu



Às vezes “roubam” a isca tantas vezes que irritam o pescador.


Embora sua carne seja apreciada em algumas regiões, o baiacu normalmente é um peixe pouco valorizado devido às toxinas presente nas suas vísceras, capaz de matar um ser humano adulto.


Já encontramos várias espécies rodeando o trapiche, mas as mais comuns são o pintado e o arara.


Quando se sentem ameaçadas, ficam inchadas igual uma bola, dificultando a ação de seus predadores.


Bagre



São encontradas em quase todo o mundo, mas mais da metade das espécies conhecidas são nativas da América do Sul.


A maioria destes peixes tem hábitos de vida noturnos, vivendo próximos ao fundo de águas escuras e pouco profundas.


São, na sua maioria, predadores que se alimentam principalmente de outros peixes.


Em outras línguas europeias como o francês, o italiano e o inglês são geralmente conhecidos como "peixe-gato". Tal nome é devido ao fato da maioria de suas espécies possuírem "bigodes" em suas mandíbulas.


Tralhoto



Devido a presença de uma estrutura dupla nos olhos proeminentes acima da cabeça, o tralhoto também é popularmente conhecido como peixe-de-quatro-olhos.


A córnea de cada olho está dividida horizontalmente em duas zonas, a de cima fortemente convexa e a de baixo plana.


Essa singular característica também divide cada pupila em duas, a de cima adaptada à visão fora da água e a de baixo adaptada à visão subaquática.



Sardinha



Formam, frequentemente, grandes cardumes e que alimentam importantes pescarias.


Apresentam, distribuído em seu sistema sanguíneo, um importante lipídio: o ômega-3, que se julga ser um "protetor" do coração.


As sardinhas alimentam-se de plâncton.


De abril a junho muitos cardumes entram em nosso rio Arapepó (de água salgada), com atenção conseguimos observar a movimentação dos cardumes e de seus predadores (peixes maiores e aves).



Siri



"Siri" veio do termo tupi si'ri, que significa "correr, deslizar, andar para trás", numa referência ao modo como o siri se locomove.


Os siris são crustáceos considerados generalistas ou mesmo oportunistas, o que quer dizer que não possuem uma preferência por alimentos.


Geralmente, incluem-se, em sua dieta, crustáceos de menor tamanho, moluscos e uma infinidade de outras espécies, geralmente mortas ou em estágio de decomposição.


A salinidade é um fator importante na distribuição desses organismos no ambiente.